Dra. Clarice
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Tromboembolismo Venoso: suspeita e seguimento

TVP e TEP exigem probabilidade clínica, exame adequado e rapidez. Edema unilateral não é “retenção de líquido”.

Diagnóstico e avaliação

Estimar probabilidade pré-teste com regra validada, como Wells. Em baixa/intermediária probabilidade, D-dímero pode evitar imagem; em alta probabilidade, priorizar imagem. TVP: ultrassom venoso compressivo; TEP: avaliação em urgência conforme estabilidade e risco.

Conduta ambulatorial

Instabilidade, síncope, dor torácica, dispneia importante ou saturação baixa: emergência. Suspeita de TVP sem instabilidade: organizar ultrassom em fluxo rápido. Anticoagulação empírica somente quando a probabilidade é relevante, a imagem atrasará e o risco de sangramento foi avaliado. Após confirmação, definir fármaco, dose, função renal, peso, interações, causa e duração.

Sinais de alarme

Instabilidade hemodinâmica, síncope, hipoxemia, dispneia importante, dor torácica ou hemoptise. Sangramento maior ou trauma craniano em anticoagulado.

Limitações e encaminhamento

Primeiro TEV não provocado, recorrência, gestação, câncer, SAF, DRC avançada ou hepatopatia. Sangramento recorrente, trombose em local incomum, dúvida sobre duração ou procedimento durante anticoagulação. Não usar D-dímero em alta probabilidade para liberar o paciente. Não diagnosticar TVP apenas pela clínica. Não prescrever furosemida para edema unilateral agudo nem usar DOAC em prótese mecânica. Este capítulo é apoio à decisão e não substitui avaliação individualizada, protocolos locais, diretrizes atualizadas ou julgamento médico.