TVP e TEP exigem probabilidade clínica, exame adequado e rapidez. Edema unilateral não é “retenção de líquido”.
Estimar probabilidade pré-teste com regra validada, como Wells. Em baixa/intermediária probabilidade, D-dímero pode evitar imagem; em alta probabilidade, priorizar imagem. TVP: ultrassom venoso compressivo; TEP: avaliação em urgência conforme estabilidade e risco.
Instabilidade, síncope, dor torácica, dispneia importante ou saturação baixa: emergência. Suspeita de TVP sem instabilidade: organizar ultrassom em fluxo rápido. Anticoagulação empírica somente quando a probabilidade é relevante, a imagem atrasará e o risco de sangramento foi avaliado. Após confirmação, definir fármaco, dose, função renal, peso, interações, causa e duração.
Instabilidade hemodinâmica, síncope, hipoxemia, dispneia importante, dor torácica ou hemoptise. Sangramento maior ou trauma craniano em anticoagulado.
Primeiro TEV não provocado, recorrência, gestação, câncer, SAF, DRC avançada ou hepatopatia. Sangramento recorrente, trombose em local incomum, dúvida sobre duração ou procedimento durante anticoagulação. Não usar D-dímero em alta probabilidade para liberar o paciente. Não diagnosticar TVP apenas pela clínica. Não prescrever furosemida para edema unilateral agudo nem usar DOAC em prótese mecânica. Este capítulo é apoio à decisão e não substitui avaliação individualizada, protocolos locais, diretrizes atualizadas ou julgamento médico.