Tratar o risco total, não apenas um exame isolado. A prevenção começa antes do primeiro evento.
Definir se o paciente já está em prevenção secundária. Na prevenção primária, estratificar com escore validado e reconhecer alto risco clínico: LDL muito elevado, diabetes com lesão de órgão-alvo, DRC, albuminúria, múltiplos fatores ou aterosclerose subclínica documentada.
Medir PA corretamente e confirmar HAS. Solicitar lipidograma, glicemia/HbA1c, creatinina/eTFG e albuminúria conforme risco. Perguntar sobre tabagismo, atividade física, alimentação, álcool, sono, obesidade e história familiar. Definir meta de LDL e intensidade da estatina pelo risco.
Dor torácica suspeita, déficit neurológico, dispneia aguda, síncope de alto risco ou isquemia aguda. PA muito elevada com lesão de órgão-alvo; prevenção não pode atrasar atendimento agudo.
LDL muito alto, suspeita de hipercolesterolemia familiar ou intolerância a múltiplas estatinas. Risco extremo com meta não atingida, DRC avançada ou doença cardiovascular complexa. Não usar AAS automaticamente em prevenção primária. Não tratar apenas um número sem estratificar risco. Não pedir exames de imagem como check-up universal nem prometer que suplemento substitui terapia com evidência. Este capítulo é apoio à decisão e não substitui avaliação individualizada, protocolos locais, diretrizes atualizadas ou julgamento médico.