O ambulatório precisa garantir prevenção secundária, adesão e segurança da dupla antiagregação.
Registrar data do IAM/SCA, tipo de stent, relatório de alta, FE no eco, medicações, sangramentos, sintomas de angina/IC e retorno com cardiologia. Conferir AAS, P2Y12, estatina de alta intensidade, betabloqueador, IECA/BRA e fatores de risco.
Nunca mexer na dupla antiagregação sem saber o motivo e o prazo recomendado. Checar adesão, sangramento, epigastralgia, mialgia e PA/FC. Garantir estatina de alta intensidade e meta de LDL de prevenção secundária. Encaminhar se angina, dispneia, síncope, sangramento relevante ou dúvida sobre antiagregação.
Dor torácica nova, progressiva ou em repouso. Síncope, dispneia importante, hipotensão ou arritmia. Sangramento volumoso, melena, hematêmese, déficit neurológico ou queda com trauma importante.
Pós-IAM/pós-stent sem seguimento cardiológico definido. Dúvida sobre dupla antiagregação, anticoagulação associada ou cirurgia eletiva. Angina recorrente, IC, FE reduzida ou intolerância medicamentosa importante. Não suspender AAS/clopidogrel por procedimento simples sem avaliar risco. Não manter estatina fraca em muito alto risco quando há acesso a estatina potente. Não esquecer reabilitação cardiovascular e cessação do tabagismo. Este capítulo é apoio à decisão e não substitui avaliação individualizada, protocolos locais, diretrizes atualizadas ou julgamento médico.