Palpitação precisa de ECG, história bem feita e separação entre benigno e arritmia de risco.
Definir início súbito ou gradual, duração, regularidade, gatilhos, cafeína/energético, álcool, estimulantes, descongestionantes, tireoide, anemia, febre e sintomas associados. Fazer ECG; em episódios recorrentes, Holter/event recorder conforme frequência.
ECG de 12 derivações é o exame mínimo. Se instabilidade, síncope, dor torácica ou frequência muito alta: emergência. Corrigir gatilhos e investigar anemia, hipertireoidismo e distúrbios eletrolíticos. Extrassístoles isoladas sem cardiopatia: orientar, reduzir gatilhos e acompanhar.
Palpitação com síncope, dor torácica, dispneia importante, hipotensão ou alteração neurológica. Taquicardia sustentada com instabilidade ou suspeita de taquicardia ventricular. FA/flutter com alta resposta e instabilidade.
Arritmia documentada e recorrente ou TSV recorrente para considerar ablação. Extrassístoles frequentes/complexas, cardiopatia, ECG anormal ou síncope associada. Não chamar de ansiedade sem ECG quando há sinais de alerta. Não prescrever amiodarona para palpitação sem diagnóstico. Não usar verapamil/diltiazem em ICFEr. Este capítulo é apoio à decisão e não substitui avaliação individualizada, protocolos locais, diretrizes atualizadas ou julgamento médico.