Dra. Clarice
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ECG Básico no Ambulatório

ECG ambulatorial não precisa virar laudo avançado, mas precisa reconhecer o que não pode passar.

Diagnóstico e avaliação

Ler em sequência: calibração, frequência, ritmo, eixo, PR, QRS, QTc, ondas P, progressão de R, ST-T, sobrecargas e comparação com ECG antigo. ECG normal não exclui doença se o sintoma é forte.

Conduta ambulatorial

Dor torácica atual + ECG alterado: emergência. FA/flutter: avaliar anticoagulação e controle de frequência. BAV avançado, pausas ou bradicardia sintomática: emergência/encaminhamento. QT longo: revisar medicações e eletrólitos; comparar com ECG antigo.

Sinais de alarme

Supra de ST ou alteração isquêmica com dor/sintoma compatível. Taquicardia de QRS largo, BAV avançado, bradicardia sintomática ou QT muito prolongado com síncope. FA/flutter com instabilidade hemodinâmica.

Limitações e encaminhamento

Bloqueios significativos, pausas, síncope ou arritmias recorrentes. Alterações isquêmicas, BRE novo, QT longo persistente ou dúvida de laudo com impacto clínico. Não dizer “ECG normal” como alta se o paciente está com dor torácica suspeita. Não ignorar FA incidental nem tratar laudo automático como verdade absoluta. Não esquecer sinais vitais e clínica junto do traçado. Este capítulo é apoio à decisão e não substitui avaliação individualizada, protocolos locais, diretrizes atualizadas ou julgamento médico.