ECG ambulatorial não precisa virar laudo avançado, mas precisa reconhecer o que não pode passar.
Ler em sequência: calibração, frequência, ritmo, eixo, PR, QRS, QTc, ondas P, progressão de R, ST-T, sobrecargas e comparação com ECG antigo. ECG normal não exclui doença se o sintoma é forte.
Dor torácica atual + ECG alterado: emergência. FA/flutter: avaliar anticoagulação e controle de frequência. BAV avançado, pausas ou bradicardia sintomática: emergência/encaminhamento. QT longo: revisar medicações e eletrólitos; comparar com ECG antigo.
Supra de ST ou alteração isquêmica com dor/sintoma compatível. Taquicardia de QRS largo, BAV avançado, bradicardia sintomática ou QT muito prolongado com síncope. FA/flutter com instabilidade hemodinâmica.
Bloqueios significativos, pausas, síncope ou arritmias recorrentes. Alterações isquêmicas, BRE novo, QT longo persistente ou dúvida de laudo com impacto clínico. Não dizer “ECG normal” como alta se o paciente está com dor torácica suspeita. Não ignorar FA incidental nem tratar laudo automático como verdade absoluta. Não esquecer sinais vitais e clínica junto do traçado. Este capítulo é apoio à decisão e não substitui avaliação individualizada, protocolos locais, diretrizes atualizadas ou julgamento médico.