Separar dor claramente benigna de angina e síndrome coronariana aguda antes de pensar em consulta de rotina.
Caracterizar início, duração, relação com esforço, alívio com repouso/nitrato, irradiação, dispneia, sudorese, náuseas, síncope e fatores de risco. Medir sinais vitais e fazer ECG se a dor é atual, recente e suspeita ou há alto risco.
Dor atual sugestiva de isquemia: ECG imediato e acionar emergência. Dor claramente musculoesquelética: tratar a causa, registrando ausência de sinais de alarme. Dor aos esforços e previsível: investigar DAC/angina estável e otimizar fatores de risco. Não liberar paciente de alto risco sem plano objetivo de investigação ou encaminhamento.
Dor em repouso, progressiva, prolongada ou diferente do habitual. Dor com dispneia, sudorese, náuseas, síncope, hipotensão ou saturação baixa. ECG com alteração isquêmica, arritmia relevante ou bloqueio novo suspeito.
Dor estável aos esforços com fatores de risco ou DAC conhecida com piora. Teste funcional alterado ou angioTC com DAC. Dor recorrente sem diagnóstico após avaliação inicial. Não chamar de ansiedade antes de excluir sinais de alarme. Não pedir troponina ambulatorial sem plano de urgência. Não liberar dor atual suspeita para casa. Este capítulo é apoio à decisão e não substitui avaliação individualizada, protocolos locais, diretrizes atualizadas ou julgamento médico.