Acompanhar anticoagulante é tão importante quanto prescrever: adesão, função renal, INR e sangramento.
Confirmar indicação: FA, TEV, prótese valvar mecânica ou outra indicação documentada. Checar peso, idade, creatinina/eTFG, função hepática, hemograma, sangramento, quedas, álcool, AINE, antiagregantes e adesão.
Registrar indicação e meta de tratamento. Varfarina: ajustar por INR, geralmente alvo 2,0 a 3,0 conforme indicação. DOAC: conferir dose correta, função renal e contraindicações. Antes de procedimento, discutir risco trombótico, sangramento e necessidade de pausa.
Sangramento volumoso, melena, hematêmese, hemoptise ou hematúria intensa. Déficit neurológico, cefaleia súbita forte ou queda com trauma craniano. Dispneia/dor torácica com suspeita de TEP apesar de anticoagulação.
Prótese mecânica, DRC avançada, hepatopatia ou sangramento recorrente. Troca varfarina-DOAC, anticoagulação + antiagregação ou procedimento de alto risco. Não renovar varfarina sem saber INR recente. Não usar DOAC em prótese mecânica ou estenose mitral moderada/importante. Não associar AAS/AINE sem indicação clara nem suspender anticoagulante sem avaliar risco. Este capítulo é apoio à decisão e não substitui avaliação individualizada, protocolos locais, diretrizes atualizadas ou julgamento médico.